A Cauda do Pavão

Conhecer tudo o que existe em nós é o que a alquimia medieval chamava de “a cauda do pavão”.

Na prática do xamanismo, o pavão é um animal de poder evocado para cura psíquica, inspirar coragem e para dissipar medos.

Na iconografia do hinduismo, o pavão é a ave que acompanha Saraswati, a Deusa das Ciências, das Artes e da Sabedoria, mostrando que ela dominou o orgulho oriundo do conhecimento mundano. Simboliza a boca e a pureza da fala que confere poder à palavra proferida.

Na China e no Japão, o pavão está associado às deusas da Misericórdia Kwan Yin e Kannon.
A ave também é um ícone no Budismo graças a sua capacidade de ingerir o veneno das cobras sem se contaminar, o que representa o poder da transmutação e da ressignificação.

Na iconografia cristã, o pavão simboliza a eternidade e a imortalidade.

No Islamismo, os pavões recepcionam as almas nos portões do paraíso.

O encontro com este casal de pavões aconteceu num parque no centro de Madri, na Espanha. Foi um instante poderoso de pura Presença que me deixou gravida do Caminho dos Chakras. A gestação durou 3 anos e o parto esta sendo suave e alegre.

“Para ser preenchida pelo Divino é preciso esvaziar-se. Para se esvaziar é preciso entregar o que se ancorou.” Guiança Interna

11 de junho de 2018