3° Chakra | Plexo Solar, Umbilical ou Manipura

O DIREITO DE AGIR

Personalidade, Autoafirmação, Trabalho, Dinheiro, Conquistas Materiais, Poder Pessoal. Da Inércia Para a Ação.

Este chakra é a morada da nossa personalidade, autoconfiança e do poder pessoal. Nossa relação com o trabalho e com o dinheiro: quais programas recebemos dos pais  desde a gestação e como isso nos influencia? Nosso fazer e o sucesso na matéria. “Eu e os outros”: abertura para o mundo. Adolescência e afirmação do ego. Nestes anos, definimos nossas preferências, fazemos importantes escolhas sobre caminhos a seguir, estabelecemos uma personalidade a partir da qual agiremos no mundo e na vida adulta. Relacionado com a capacidade de captar as energias do ambiente e nos protegemos das influências exteriores. “Eu e o mundo”: abertura para o mundo. Como eu percebo as pessoas e como elas me percebem. Queremos ser vistos. Chakra que rege o periodo de 14 a 21 anos e 63 a 70 anos. Palavras-chave: MATERIALIZAR/REALIZAR/CONCRETIZAR

Este chakra rege as conquistas materiais. Se você tem dificuldade em ganhar dinheiro, será que você está honrando o sofrimento financeiro de algum ancestral? Inconscientemente, acreditamos erroneamente de que se algum ancestral sofreu com a escassez, eu não posso ter dinheiro, não posso ter prosperidade. Essa mácula pode ser um dos emaranhados que te impede de prosperar. O dinheiro, na Constelação Sistêmica, é uma fonte de energia no plano da matéria que está a serviço da vida e é essencial a ela. A Constelação Familiar ensina que devemos alcançar a paz com nossos pais para que possamos tomar a força da ancestralidade e ir para vida. Assim, o dinheiro chega com abundância. Ao tomar consciência dos emaranhados, ressignificamos o que foi vivenciado e mudamos nossa postura, assim, o sistema se coloca em ordem trazendo leveza para você. A ordem da riqueza é essa: o filho vai até os pais, se curva homenageando e aceitando a ancestralidade. Ao aceitar os pais, aceita-se a vida. Ao aceitar a vida, aceita-se a prosperidade.

Manipura é localizado entre o umbigo e a base do esterno. Este centro de energia garante a saúde do nosso sistema digestivo, dos músculos e do pâncreas, responsável pela produção de insulina. Também é a sede da nossa energia masculina, yang, expressa através da capacidade de agir manifesta tanto nos homens quanto nas mulheres.

Harmonia da energia

  1. Autoafirmação da identidade de maneira saudável
  2. Conquista de bens materiais com equilibrío, sem apego, materialismo ou negação da matéria
  3. Tomamos posse do nosso lugar no mundo
  4. Colocamos nossa força e abundância a serviço do propósito
  5. Verdadeira força interior e um poder pessoal autêntico enquanto nos desapegamos do desejo doentio de ter poder sobre o outro
  6. Sucesso e reconhecimento pelo que faz
  7. Cooperação em vez de competição e comparação
  8. Abundância e prosperidade

Desarmonia da Energia

  1. Age a partir do principio masculino ferido e suas distorções
  2. Apegos, materialismos ou negação da matéria
  3. Comparação, competição
  4. Colera, agressão e outras emoções negativas
  5. Gastrite, ulcera gastricas (pessoas que assumem posição de liderança mas são passivas, sensiveis, dependentes e submissas)
  6. Busca sucesso e reconhecimento como objetivo e não como consequência de honrar o proposito
  7. Programas e medo da escassez

Pensamentos que desequilibram o chakra

  1. Posição pessoal e dinheiro são as coisas mais importantes na minha vida
  2. Não tô nem ai para o dinheiro
  3. Eu sou autoritaria
  4. Eu tenho medo do poder
  5. Eu uso meu poder e dinheiro para manipular, humilhar e conquistar
  6. O dinheiro é sujo
  7. Eu sou incompetente
  8. Eu não sei o meu lugar no mundo
  9. O mundo da matéria é dificil

Os Arquétipos de Manipura

Os arquétipos que você vai encontrar no Chakra Amarelo são “O Guerreiro”, em seu aspecto positivo; e, “O Submisso”, em seu aspecto negativo.

  1. O GUERREIRO

O caminho do guerreiro visa acordar o poder interior.
Video

“O guerreiro da luz precisa se dedicar à arte da auto-observação. Esse é o primeiro aspecto do seu treinamento. Ele vai se aperfeiçoando nessa arte até que possa estar nela 24 horas por dia. Quando a auto-observação se tornar natural e constante, o treinamento está concluído e ele está pronto para realizar o bom combate.”
“Você inicia a vitória se comprometendo com o despertar do amor. comprometimento com a renúncia do julgamento e da acusação é o ponto de partida. Sem paciência e sem boa vontade você vai sofrer desnecessariamente. Isso porque essa jornada é facilmente compreendida como uma batalha que pode durar muito tempo. 

Mesmo que essa batalha seja muito longa e desafiadora, e que muitas vezes a espada caia da sua mão e você se sinta desesperado e desesperançado, isso acontece quando o seu Arjuna interno, o seu ego consciente, se identifica com a natureza inferior. Se você estiver comprometido com o amor, através da renúncia da acusação e do julgamento, você conseguirá receber a luz que te ajuda a iluminar a autorresponsabilidade.

Com isso, você conseguirá chegar ao núcleo de memórias que está fazendo com que você se mantenha atrelado a esse processo destrutivo, que por sua vez se conecta com a negatividade coletiva que nesse momento está tão intensa. Em algum momento os Pandavas vencerão a batalha. Os Pandavas representam as virtudes da alma. Vencer a batalha significa reconquistar o reino; significa se tornar senhor de si mesmo.

Então o veículo passa ser dirigido por Bodhi, que é o discernimento, a consciência, a razão superior, a inteligência criadora em si mesma, e que às vezes chamados de Deus ou de Grande Mistério. Mas, tudo começa com um movimento em direção ao amor. Porque esse movimento vai fazer você perceber que existem forças contrárias dentro de você que não te deixam amar.

A partir daí você está dentro do processo de cura, e tudo o que você precisa chega. Quanto maior o seu comprometimento com o amor, mais você vai recebendo energia. Até que a comparação e o desejo vão caindo, e você começa a ter vislumbres da paz e da alegria sem causa. Pouco a pouco você vai crescendo e se aproximando do aceano.

A chegada do rio no oceano nem sempre acontece de uma vez. Às vezes, o processo começa com um pequeno córrego. Através dele começa fluir e vai indo. O caminho começa a se abrir e quando menos espera, você não está mais preocupado se é o rio ou se é o oceano; se as nuvens estão claras ou escuras… Você só observa e deixa passar.”

Satsang com Sri Prem Baba

2. O SUBMISSO

“Só existe um intimidador porque existe um intimidado. O agressivo quer fazer do outro um escravo, e o submisso quer ser um escravo porque dessa forma ele exerce seu poder. O submisso exerce poder através da acusação, dizendo que o agressivo é uma pessoa má. Esse é o jogo da natureza inferior que acontece dentro do homem e da mulher, pois ambos carregam dentro de si os princípios feminino e masculino (tanto no estado original quanto no estado distorcido). É essa guerra que gera todo o sofrimento na nossa sociedade ao longo das eras. (…)

Tanto a distorção do feminino como do masculino nascem da criança ferida. Ambos querem receber amor exclusivo. O agressivo, que é a distorção do principio masculino, procura receber amor exclusivo através da agressividade, ou seja, mostrando que é superior e independente. Nos casos mais primitivos, atacando, machucando e agredindo fisicamente. O submisso, que é a distorção do principio feminino, vai tentar obter amor exclusivo se fazendo de vítima e de indefeso.

Ele finge que não dá conta da vida: “Ou você me ama ou eu me mato”. Ele tenta mostrar ao outro o quanto ele é errado, inadequado, violento e egoísta. Em casos extremos, ele atrai essa violência. Esse é um assunto difícil de tratar porque, estando identificado com a vítima, você não quer acreditar que tem responsabilidade em atrair a violência. Essa é a mecânica da psique.” Sri Prem Baba

Como identificar a mascara?

Masculino ferido

O EU Fazedor/Controlador X Submisso

Reflexão

  1. Como anda meu poder de concretização e as conquistas materiais?
  2. Como anda minha relação com o mundo da matéria? Encontrei um equilibrio? Ou estou apegada (excesso de energia)? Ou então, estou no falso desapego, na negação da matéria?
  3. Você sente a necessidade de se conformar ou de se sujeitar a algo ou a alguém?
  4. Você busca aprovação de outras pessoas?
  5. Você assume a responsabilidade por suas próprias ações ou você deixa que outras pessoas controlem você?
  6. Você consegue se auto-afirmar sem dominar os outros?
  7. Você pode manter o foco nas suas atividades até concluí-las? Se não, qual é o padrão de comportamento que você utiliza para boicotar a conclusão dos seus projetos?
  8. Você assume riscos em sua vida?

Portais  para Manipura

A. Afirmações (com EFT)
  • Eu estou alinhada à uma fonte interna que me guia.
  • Eu tenho sucesso no que faço; nos meus relacionamentos.
  • Faço escolhas que me iluminam e me fortalecem.
  • Eu faço o trabalho que me da prazer.
  • EU SOU capaz. EU SOU o poder sem distorções.
  • Eu defino minhas metas com clareza e as concretizo com facilidade.
  • Eu sei quem eu sou e para onde vou.
  • Meus desejos são sábios e se concretizam com facilidade.
  • Minha vontade interior é madura e desenvolvida e a vontade exterior se curva à ela.
  • Eu aceito a minha autoridade interna e vivo em paz com as figuras de autoridades externas.
  • Eu tomo posse do meu corpo, dos meus sonhos e do lugar no mundo que me é de direito.
  • O mundo é seguro e abundante.
B. Planeta

Segundo algumas escolas, Marte é o planeta em ressonância com o Chakra do Plexo Solar. Para os romanos, Marte era o deus guerreiro e representa o ego.

Para a Alquimia, Mercurio é o planeta regente do chakra Amarelo.

C. Arcanjo, Elohin e Mestre

Arcanjo: Uriel (principio masculino) e Aurora (principio feminino).

Elohin: Tranquilidade e Paz (principio masculino). Pacifica (principio feminino) incorporação da Grande Paz

Mestres (Chohan): Mestra Nada

Raio: 6° – Ouro e Rubi

Corpo: Emocional

Virtudes: Trabalho devocional, sacerdocio e paz

Desenvolve:

Pertence: Aos que trabalham em serviços desinteressados, além de padres, professores, psicologos, missionarios e assistentes sociais

Caracteristicas seres não evoluidos:

Prece: ARCANJO URIEL e Mestra Nada, peço-lhes que harmonizem o meu terceiro chakra, transmute, limpe e ilumine todas as energias que estejam me bloqueando ou impedindo de assumir o meu poder pessoal para realizar o meu proposito. Conectem-me com a abundância e prosperidade. Peço que desembaracem o fio deste centro energético, reparem e fortaleçam-no. Ancorem esse fio no sistema familiar das almas gêmeas do proposito a qual eu pertenço e no meu projeto Divino original. Assim é.

Criaturas e Animais

F. Ervas e Plantas

Manjericão, coentro, gengibre e hortelã.

O azevim,  a palmeira e o pinheiro.

O azevim significa boa vontade e alegria.

O pinheiro é uma sempre-verde que simboliza a imortalidade. No Japão, ele representa a força de caráter e a energia vital, devido à a sua capacidade de resistir a ventos fortes.

No Egito, a palmeira era sagrada para o deus sol Ra. No Oriente Médio, acredita-se que a palma era a Árvore da Vida e uma fonte de alimento importante. Os ramos de palma representam a glória, o triunfo, a ressurreição e a vitória sobre a morte.

Para reforçar o chakra Manipura, inunde-se dos poderes de cura dessas árvores e flores usando Florais, remédios e banhos de florais e ervas, além de óleos essenciais.

Banho

Material: 1 espada-de-São-Jorge cortada em 7 pedaços.

Modo de Fazer: coloque os 2 litros de água com todos os pedaços da espada-de-São-Jorge.Abafe toda a mistura e deixe descansando por 3 horas. Coe seu banho e leve-o para o banheiro. Tome seu banho de higiene normalmente e depois despeje a mistura do pescoço para baixo.

Enquanto a água vai caindo, faça uma prece.

G. Cor

Amarelo e dourado que remete à luz do sol do meio-dia. Diariamente, passe alguns momentos respirando no seu Chakra do Plexo Solar e visualize-o pulsando um amarelo ensolarado. Se possível, sente-se ao sol por alguns minutos e sinta seus raios dourados cobrindo seu terceiro chakra. Esta semana, vista ou decore sua casa com detalhes em tons de amarelo que lhe sejam energizante e estimulante. Use a cor com a intenção clara de energizar seu Terceiro Chakra.

H. Cristais

Âmbar, citrino, olho de tigre e topázio.

Âmbar fornece energia positiva e calmante. Citrino combate inércia fortalece a auto-estima danificada e oferece energia positiva, de bem-estar e de otimismo. Olho de tigre nos conecta a nossa força de vontade e confiança. O topázio aquece e acalma.  

I. Os óleos essenciais

Alecrim (conforto e otimismo), hortelã-pimenta, pimenta do reino e gengibre têm um efeito estimulante. Lavanda : relaxar, acalmar e diminuir a ansiedade.
Mais

J. Elemento

Segundo algumas escolas, o elemento deste chakra é o Fogo.

Para a Alquimia, o elemento aqui é a Terra. Depois de nos conectarmos com o fogo no magma do centro de Terra (chakra raiz), a energia sobe para o 2° chakra (fogo e terra) e chega no 3° chakra (terra).

K. Postura Yoga
L. Mantra

Ram

M. Essências

Laranja e tangerina

N. Nota

Mi

O. Exercícios Energéticos

Existe uma antiga técnica de respiração maravilhosa na Yoga chamada “Sopro de Fogo”. Pratique-a  por alguns minutos e você poderá verdadeiramente sentir o poder do fogo em seu estômago.

Sopro de Fogo

Coloque as mãos sobre sua barriga. Conforme você respira pelo nariz, seus pulmões se enchem de ar e sua barriga se expande para fora. Sinta sua barriga empurrando suas mãos. Ao expirar pelo nariz, esvazie seus pulmões até achatar a barriga. No final de sua expiração, puxe o umbigo em direção a sua coluna. Então, inspire de novo suavemente pelo nariz, sentindo sua barriga se expandir. Expire pelo nariz enquanto você pressiona o umbigo para sua coluna, utilizando suavemente os músculos abdominais.

Comece a fazer isso rapidamente, quase como um cão ofegante, somente através seu nariz. Sinta a sua barriga pulando. Faça essa  respiração rápida cerca de 30 vezes, certificando-se de que você expira e inspira pelo nariz. Se você se sentir confortável com essa respiração, pode repetir o ciclo de 30 respirações até 4 vezes. O Sopro de Fogo é uma maneira poderosa de limpeza e energização do plexo solar e do campo energético. É um exercício maravilhoso pra se fazer quando você estiver se sentindo exausta(o) e estressada(o).

“Meditação do Fogo no Ventre”

Sente-se calmamente e traga a sua atenção para a respiração. Depois de alguns minutos, concentre sua atenção em seu Chakra do Plexo Solar. Respire neste chakra e se conecte com a pulsação de energia que reside dentro de você neste centro. Dedique alguns minutos para refletir sobre o ano que se passou ou sobre toda a sua vida – veja os caminhos que você escolheu, as oportunidades agarradas e aquelas que, consciente ou inconscientemente, você optou por negligenciar. Para aonde foram as suas energias? Elas estão em alinhamento com o seu verdadeiro propósito?

E agora, pergunte-se: “Qual é a coisa mais importante que quero realizar nos próximos seis meses de minha vida?” Acolha interiormente esta pergunta  sem tensão. Você não precisa responder de forma consciente. Em vez disso, deixe que a resposta se revele naturalmente para você. Sinta a energia que começa a surgir. Conforme você contempla essa questão, observe a energia no seu Chakra do Plexo Solar e respire profundamente nesse centro.

Quando você sentir que uma visão está se apresentando, sintonize-se mais uma vez com o seu plexo solar, que irá lhe conectar à energia do fogo. Comece a queimar tudo o que você não precisa mais, tudo o que você está carregando e que não é mais necessário para o seu crescimento neste momento. Visualize atividades, situações, problemas de relacionamento, medos, etc, queimando e liberando você para se concentrar no seu verdadeiro caminho.

P. Material de apoio

Onde esta o seu poder? Sri Prem Baba (video)

O dinheiro libera espaço espiritual

Como o dinheiro se conecta ao proposito de vida

“Para haver um intimidador, tem que haver um intimidado. Para que aja alguém que abusa do poder, tem que ter alguém permitindo que esse abuso aconteça. Para isso, é importante que compreendamos que a distorção do poder na forma da agressividade, da violência, da intimidação, tem o mesmo peso que a distorção do amor, que é a submissão, o vitimismo. A distorção do poder é distorção do masculino; a distorção do amor é a distorção do feminino. A distorção do amor é perniciosa, ela destrói sem acreditar que esta destruindo. A pessoa que é o canal desta distorção realmente acredita que ela é pura. Ela não entende como o Universo é tão mau com ela. A vítima tenta dominar o outro através dessa ideia de que ela não dá conta da vida; da ideia que ela é impotente, de que ela é frágil; mas o que ela quer e manipular: “Ou faz do meu jeito ou eu me mato, tomo veneno, pulo a janela”. Às vezes pula mesmo da janela, ou toma veneno, mas compreenda que é uma forma de manipulação. Você se arrasta no chão, arranca os cabelos, mas tudo que você faz é um teatro com a intenção de dominar o outro.Esse tema foi levantado quando estávamos falando até mesmo do uso intencional da magia sexual, da tão profunda distorção que existe neste mundo a respeito do tantrismo, das pessoas ávidas por poder e que acabam se tornando escravas deste poder distorcido. Acabam desenvolvendo mesmo um magnetismo que domina o outro, porque, no mais profundo, o que você quer é fazer do outro um escravo para atender seus caprichos, que atenda as suas expectativas. Tendo poder adquirido através de técnicas ou não, o fato de ter uma distorção do poder dentro de você faz com que você queira fazer do outro um escravo para satisfazer seus caprichos, suas necessidades; para proteger a ilusão que você criou a seu próprio respeito, para se sentir reconhecido, amado.

E aquele que está aceitando ser esse escravo carrega a distorção do amor. Ele se coloca no papel do submisso, do escravo e diz: “Me bate que eu gosto”. Essa é também uma estratégia de manipulação, só que mais sutil. Ela vai fazer de tudo para que o agressivo se sinta a pior das criaturas na face da terra porque vai colocar a culpa do mundo nas costas dele. Ela vai o tempo todo tentar dizer: “Você é o culpado pela minha infelicidade. Olha onde eu estou, estou me matando, me destruindo. Eu, uma pessoa boa, pura, estou me destruindo e você é o culpado porque você é mau. Você é mau. Você abusa do poder”. Esse é o jogo. Quem é mais responsável por esse jogo? Será que é um mais responsável que o outro neste jogo? Aquele que é manipulado é tão responsável quanto ao que manipula, mas existe uma moral que protege aquele que é manipulado. Não me refiro ao abuso de uma criança, são outras leis, é outra história. Tem razões do porque isso acontece, mas essas respostas estão em uma esfera transpessoal e já falamos sobre isso anteriormente.Agora eu falo da relação entre dois adultos, onde os dois estão disputando pela energia. Onde muitas vezes os dois estão desconectados da fonte, se sentindo impotentes, e a única maneira de se sentir potente é tirando a energia do outro, fazendo o outro se sentir inferior. Você faz isso usando os recursos que tem, o repertorio que você adquiriu ao longo da vida. Alguns desenvolveram a distorção do poder e tentam tirar energia através da falsa autossuficiência: “Sou poderoso, estou acima das emoções humanas”. Aí o outro tenta ganhar o que precisa fazendo-se de vítima, de submisso. O agressivo normalmente tem nojo do submisso, o submisso tem raiva do agressivo; mas geralmente se casam. Geralmente casam porque tem também uma profunda atração, pois são polos opostos e se atraem. É justamente o que percebe que falta nele.

Se esse casal, essa sociedade, essa parceria estiverem atentos, estiverem no caminho do autodesenvolvimento, eles tem grande material de escola nas mãos, até porque, tirando todo o romantismo, relacionamento é material de escola. É importante que você compreenda que tanto os agressivos como o submisso estão querendo a mesma coisa, querendo ser amados. Só que estão buscando esse amor no outro; estão querendo amor exclusivo do outro. A relação se torna um campo de batalha. Quer reconhecimento, amor exclusivo do outro, força o outro a te amar, mas amor forçado não é amor. E quando o outro te dá, você fica com raiva, indiferente, porque dentro de você tem uma consciência de que amor forçado não é amor; você quer ser amado de graça. Mas é exatamente esse cenário que precisa ser transformado nos relacionamentos humanos. Quando isso se manifesta mais especificamente na vida sexual, se torna ainda mais complexo e mais danoso. Por exemplo:Pergunta: O meu orgasmo é diretamente orientado pelas fantasias sexuais bastante sombrias de prostituição e incesto. Não consigo ter firmeza para renunciar a esse prazer e não tenho ideia de como lidar com essa questão. Uma amiga sugeriu que eu tentasse viver essas fantasias na pratica, mas tenho medo de estar apenas dando mais alimento aos meus demônios. O que você sugere?Prem Baba: Primeiro lugar, que você reveja seu conceito de amizade. Um amigo não vai te colocar numa fogueira desta. Essa pessoa até pode ser, também, sua amiga – na verdade somos muitos, uma multidão nos habita -, deve ter uma amiga dentro desta pessoa, mas quem te deu este conselho foi a inimiga.As fantasias sexuais são mensageiras dos aspectos da personalidade que ainda não foram integrados, e que, às vezes, não têm nada a ver com a sexualidade. Atuar na fantasia te coloca em situações mais complexas, delicadas; te faz se enredar nas teias do karma. O que você precisa é compreender o que essa fantasia está tentando te dizer. Qual é a mensagem? Às vezes a fantasia está conectada a um conteúdo psicológico que não tem nada a ver com a sexualidade, mas ela é um sinalizador. Talvez seja o principal sinalizador, pois ela mostra claramente onde você está. É fácil se enganar, achar que está num lugar diferente de que você está de verdade, e as fantasias sexuais te ajudam a tomar consciência daquilo que precisa ser trabalhado e transformado dentro de você.Se existe maturidade dentro desta relação para que o assunto seja tratado abertamente, pode contribuir para a elaboração e para o tratamento do que ainda precisa ser curado. Há algum tempo venho dizendo que que o casamento, as parcerias sexuais, precisam ser ressignificados. O casamento é o núcleo da família, que é o núcleo da sociedade. Se esse núcleo está contaminado, se não tem verdade, honestidade, transparência e cooperação, não vamos ter uma sociedade justa e equilibrada. Não é de se admirar que a nossa sociedade seja tão corrupta, mentirosa e destrutiva. Isso começa no casamento. Se você não é capaz de ser honesto e verdadeiro com a pessoa que esta dormindo com você, com quem você vai ser honesto?

Temos visto que não é tão simples ser honesto, ser transparente. Porque muitas vezes tem vergonha, tem medo. Você tem medo de ser você mesmo, de ser espontâneo, de mostrar a sua luz e suas misérias para o outro. É o medo de ser rejeitado, não ser aceito, não ser amado. Com isso você fica escondendo e fica prisioneiro do que você está escondendo. Aí, a sua evolução fica paralisada, você tem motivos suficientes para ter raiva do outro, porque você o culpa por se sentir prisioneiro. Mas é você que está se colocando neste lugar, por conta de sua carência, medo de ser rejeitado, de não agradar.Você tem que ter coragem de se encarar. Só quem consegue ficar bem consigo mesmo, consegue ficar bem com o outro. Se você tem tanto medo de se revelar, claro que a sua relação está fadada a ser um campo de sofrimento. E mais, você também não dá conta de receber a revelação do outro. Percebe que existe aí pouca inclinação para a verdade. Você prefere ficar na mentira, com a ilusão de que está protegido. Você criou uma zona de conforto e tem a fantasia de que está protegido nesta zona de conforto. É a mentira que mantem essa zona.Ao mesmo tempo temos que respeitar os limites de cada um. Há que se ter estrutura de ego para lidar com a verdade. Eu já vi pessoas levantando a bandeira da verdade, contando tudo o que se passa dentro dela, e o outro pirar e só piorar a situação. Há que se ter sensatez, bom senso. Porém, o caminho é o da intimidade, o novo casamento tem como base a intimidade, a transparência, não há segredo nenhum. Essa abertura possibilita a elaboração desses conteúdos trancados dentro do sistema. Conversar com o parceiro sobre essas fantasias pode ajudar, mas se você vê que vai atrapalhar, procure um terapeuta que vai te ajudar a lidar com a situação. Independente do que está por trás da fantasia sexual, com certeza existe bloqueio da energia vital. Tudo que é proibido é desejado. Eu não tenho dúvida de que a repressão sexual é o principal veneno na nossa sociedade.Certa vez eu vi numa revista americana, não me lembro de qual revista, mas que falava de uma pesquisa sobre as indústrias que mais faturavam no mundo naquele momento. A segunda indústria que mais faturava era a indústria da pornografia. A terceira era a indústria da guerra, a quarta era a das drogas e a primeira era a Igreja, o Vaticano. Estou falando só o que eu vi na revista. É algo muito sério. Se formos estudar esse assunto a fundo mesmo, os cabelos ficam em pé. Se formos estudar como o jogo da luz e sombras se manifesta neste plano, é de ficar de cabelo em pé. Mas o fato é que a repressão é a mãe da carência afetiva e, consequentemente, de todos esses jogos de ganha e perde; você tem que ter coragem de olhar para isso.E se você não é amigo do seu parceiro, isso fica muito mais complicado, fica quase impossível escapar desta situação. Aí é melhor ficar sozinho. Para e vai tratar o que precisa tratar. Não caia na armadilha de dominar o outro prometendo coisas que não pode dar, dizendo: “Eu te amo eternamente”. Você está crescidinho para entender que isso não existe. A não ser que você tenha acordado e esteja mesmo podendo falar, sabendo do que está falando.Pergunta: O que fazer quando encontramos as crianças brincando com a sexualidade, quando é mútua e quando não é mútua?Prem Baba: Eu tenho observado que a grande maioria dos traumas acontece no momento em que os pais se assustam quando as encontram brincando com a sexualidade. Os pais se assustam e reagem de acordo com suas neuroses. Porque, se o sexo está contaminado dentro dele – e ele vê como uma coisa suja feia, errada -, vomita esta carga em cima da criança que está ali na pureza descobrindo a vida. É natural que a criança queira descobrir a vida. Mas, se você percebe que está fora do tempo, dá outro brinquedo para ela, muda a direção, mas evita de colocar a sua carga repressiva nela. Se a criança já esta crescida, tente encontrar um espaço para ela falar o que quer falar, mas deixe que ela traga a questão, não force. Se você força, a sua carga repressiva vai para a criança; você não está ajudando, e sim procriando a estupidez.

Abençoado seja cada um de vocês. Que possamos, definitivamente, ir além da guerra dos sexos.”
Sri Prem Baba

O Eu Fazedor x Submisso: “Existem momentos na jornada nos quais não há o que possa ser feito. Há momentos em que você precisa se render para o fluxo porque por mais que haja um eu controlador em pânico, completamente desesperado dentro de você, ele não pode fazer mais absolutamente nada. Esse momento chega exatamente quando você é iluminado pela sagrada compreensão, a ponto de perceber a estupidez que é forçar para que as coisas aconteçam de um jeito diferente do que a vida está querendo te oferecer; quando você percebe a estupidez que é tentar ir contra o fluxo da vida. Esse momento não é tão simples, porque implica em profundo relaxamento e em uma profunda confiança, de que está tudo absolutamente certo em você se entregar para o fluxo. O que normalmente te impede de fazer essa entrega com confiança são as vozes desses ‘eus’ que você mencionou: o “eu injustiçado” e o “eu submisso” que alternadamente ocupam o trono da consciência. Esses são aspectos do “eu controlador”. Abaixo desses ‘eus’ existe um medo do desconhecido, e é muito comum também que haja ódio na forma de pactos de vingança. Tudo isso é permeado por crenças que fazem com que você fique preso em uma posição, em um ponto de vista a respeito de como as coisas devem ser. Uma dessas crenças é justamente a ideia de que você está sendo injustiçado.

Esse “eu injustiçado” lhe conta uma história de que você está sendo injustiçado, e aí você quer fazer justiça com as próprias mãos. Isso tudo nasce do seu isolamento, você separado do todo e, consequentemente, não podendo perceber a guiança divina, que, às vezes, se vale da injustiça humana para realizar a justiça máxima.

Aos olhos humanos não é permitido ver claramente todo o setting do jogo, mas até onde você consegue ver, já é possível identificar alguns ‘eus’ em você que estão comprometidos com a guerra e a competição para, com isso, agregar valor a uma ideia de eu; para ter reconhecimento, acreditando que assim você está ocupando o seu lugar. Mas, desse lugar onde você se encontra isolado, separado e competindo, dificilmente você consegue realmente saber qual é o seu lugar no mundo. Eu estou lhe convidando a renunciar a esse eu competidor, a renunciar a esse “eu fazedor”, porque esse fazer está a serviço dessa competição, esse fazer só te aprisiona cada vez mais nas teias do mau karma.

Existe um karma que te liberta e um que te aprisiona. O karma que te aprisiona é esse fazer de caráter egoísta: você faz para si mesmo, com a intenção de provar alguma coisa para alguém. E isso é absolutamente natural até um determinado estágio da evolução da consciência. Você tem que ter um ego para poder abrir mão dele, mas chega o momento em que você amadurece o suficiente, a ponto de compreender esse jogo, e a ponto de perceber que existe um karma que te liberta.

Essa ação é uma “não ação”, porque o fazer desinteressado é uma “não ação”. Compreenda o paradoxo. Às vezes, para facilitar o entendimento desse tópico, eu chamo esse fazer compulsivo de “reação”. E o fazer que acontece quando você é canal do amor, para a realização de algo, eu chamo de “ação”. A ação é o amor em movimento, pois é desprovida de interesses pessoais.

Em algum momento isso chega para você. Em algum momento a renúncia da guerra te visita. Até porque, é uma grande ilusão você acreditar que pode fazer justiça com suas próprias mãos. Como você pode saber o que é certo e o que é errado? Você sabe o que Deus quer de você? O que ele tem para você? Quando começa a achar que você sabe muito; começa a ficar muito preso à ideia de que sabe o que Deus quer de você… Fique atento à possibilidade de você estar equivocado, porque a jornada em si é um mistério.

A jornada é construída a cada instante. Estamos sendo constantemente convidados a descobrir a sabedoria da incerteza. E nessa rendição para o fluxo, você só pode se valer da sincronicidade, que são as coincidências misteriosas que surgem em sua vida; dos sinais que chegam para você, e que, às vezes, vem até de uma forma que lhe parece injusta. Isso em todos os momentos da jornada.

Nesse exato momento, eu mesmo estou passando por uma situação assim: um dos irmãos da linhagem Sachcha não está querendo que eu faça o retiro em Varanasi (por questões dele: preconceito contra estrangeiros, fundamentalismo religioso…) e está fazendo uma campanha para que eu não realize esse trabalho lá. Eu vou até certo ponto, mas se percebo que realmente está fechado, não faço nenhuma questão. Eu vou para onde Deus me levar porque talvez Ele tenha outro plano para mim. E se Deus quiser realmente que eu vá para outro lugar? E se Ele quiser me dar um presente? Se ficar insistindo e forçando uma situação para ir na direção que considero correta, é possível que eu perca a chance de receber um presente ainda maior.

Injustiças sempre existiram neste mundo, e sempre existirão. O karma cuida disso. Mas, você precisa confiar que Deus está cuidando, e passar a cuidar somente daquilo que lhe cabe. Tudo aquilo que você não consegue compreender, você entrega. Deixe o rio te levar.

Então, o que eu tenho que fazer? Não me opor ao fluxo e renunciar a esse eu competidor. Porque se já compreendeu aonde ele te leva, facilmente você consegue visualizar os desdobramentos dessa disputa. E vale a pena? Vale a pena você se desgastar e desperdiçar o seu tempo para ocupar um lugar? E depois que você ocupar esse lugar, o que acontece? Se ele não lhe foi dado, você teve que lutar por ele, você vai se satisfazer?

A mesma coisa em um relacionamento afetivo: você força o outro a te amar, e o outro não quer te amar – mas você força tanto que acaba vindo alguma coisa em sua direção; e quando vem, você se desinteressa, porque não foi espontâneo, e o amor que te satisfaz é aquele amor que vem espontaneamente.

Assim, você precisa realmente confiar na justiça divina. Se você está sentindo de abrir mão desse trabalho; se está claro que, no mais profundo, você está abrindo mão da competição e da submissão, então você está no caminho do coração. Para onde você vai e o que vai fazer não é o mais importante. Nesse momento o mais importante é você renunciar a guerra e a competição; renunciar essa necessidade de ter que provar alguma coisa para o outro. E aí então, abrir-se para o Mistério.

Se Deus é o seu melhor amigo, com certeza ele vai te levar para um lugar melhor. Ele vai te ajudar a encontrar o próximo elo na cadeia da evolução. Existe um ditado no Brasil que diz que “há males que vêm para o bem”. Então, às vezes, para poder realmente abrir novas etapas de crescimento, de libertação, faz-se necessário precipitar mesmo um conflito, justamente para você enxergar essas partes de você que estão de alguma forma resistindo ao fluxo.

Sempre que, em uma determinada área da sua vida, você se percebe controlando, volte sua atenção para dentro para identificar o medo e o ódio; identificar esse desejo de fazer justiça com suas próprias mãos que, às vezes, se manifesta na necessidade de dirigir o carro, ou seja, você é quem precisa dirigir; você não pode viajar relaxado como um passageiro. Se é a natureza inferior agindo, você terá que assumir o volante, mas se é Deus quem está dirigindo o carro, ele está querendo te levar para uma direção diferente, para que você possa conhecer novas paisagens. Então, verifique esses eus que querem ir para outra direção, por medo, por necessidade de justiça, para competir ou para qualquer outra coisa.

Quando você está parado em um ponto controlando, existe a atuação de uma força, de um poder, chamado “obstinação”. A obstinação é o poder da vontade usado de forma distorcida; é o poder da vontade usado pelo medo e pelo ódio. Então, existe uma insistência em fazer valer aquilo que o ego determina: o “eu” e o “meu”. Mas o “eu” e o “meu” sempre vão ampliar os muros da separação. O “eu” e o “meu” estão sempre gerando desunião, para poder fortalecer cada vez mais essa ideia de eu. Isso é um círculo vicioso, então eu lhe convido a relaxar e a se entregar para a guiança do grande Mistério. Talvez você tenha uma bela surpresa.

Por exemplo, nós estamos programados para fazer um retiro em Varanasi, porém, ainda não sei como será. Talvez dentro de um ou dois dias eu saiba. Mas, tenho plena certeza de que vai ser tudo muito bom. Sendo em Varanasi será muito bom, mas se não for lá, será bom do mesmo jeito. Está tudo certo. Esses conflitos precisam ser precipitados para poder chegar mais clareza.

É assim que nós vamos sendo guiados. Existem muitas forças contrárias ao despertar do amor nesse mundo; muitas forças contrárias à união e ao amor. É preciso aprender a não temer essas forças e simplesmente compreendê-las como manifestações da grande ilusão cósmica, para não mais cair no seu encanto. São milhares de anos sob o domínio do medo e do ódio, por isso não temos condições de investigar objetivamente a história. Pelo menos podemos acessar a história dos últimos dez mil anos, e é só miséria. É um matando o outro pelas mesmas razões, ciúmes, inveja… Essa tal competição, pelo lugar que você acredita que é seu; uma tentativa de provar um ponto de vista – isso acontece até entre os ditos Santos. “O meu ahimsa é melhor que o seu”; “A minha humildade é melhor que a sua”… Que situação!

Mas eu fico muito feliz que haja um núcleo de pessoas nesse mundo, comprometidas com o amor, com a união. Esse pequeno núcleo de pessoas pode fazer uma grande diferença no mundo e em muito pouco tempo. Isso significa o fim dessas barreiras, criadas pela religião principalmente, e por outros segmentos da sociedade. Em pouco tempo essa estupidez pode se dissolver através desse núcleo de pessoas que estão realmente comprometidas com o amor e com a união.

Abençoado seja cada um de vocês. Que possamos renunciar à competição. Até o nosso próximo encontro.” Sri Prem Baba 

Metafísica da Coluna

Coluna Vertebral: O Que Ela Diz em Suas Dores

Quase todos nós conhecemos as dores e os desconfortos da coluna vertebral. O que poucos de nós sabemos são quais os aspectos emocionais se expressam ou se escondem nestes sintomas. Afinal, quais são as prováveis relações emocionais que acometem a coluna vertebral?

A coluna vertebral relaciona-se com a estrutura da personalidade. É por assim dizer o eixo central do ego, que é a parte da personalidade que faz contato com o mundo externo. Problemas de coluna indicam desequilíbrios ou dificuldades na formação da personalidade ou conflitos no relacionamento com as pessoas ou com o mundo que nos cerca.

A coluna trás em suas partes, determinados aspectos prováveis de relação mente e corpo relacionados a cada região. A região cervical relaciona-se à flexibilidade e amplitude de perspectivas. As duas primeiras vértebras relacionam-se mais com as dificuldades que temos na formação dos nossos conceitos e as duas últimas, a ressentimentos, e da mesma forma as primeiras torácicas.

Na altura da sétima cervical, em muitas pessoas ocorrem materializações relacionadas a ressentimentos, situações emocionais do passado mal resolvidas evidenciando saliências nesta área corpórea. Pessoas inflexíveis e de padrão de comportamento rígido tendem a calcificações na região cervical. A retificação da lordose anatômica cervical relaciona-se ao excesso de exigência sobre si mesmo e perfeccionismo. A hiperlordose cervical relaciona-se ao medo, sobretudo sustos na infância, tristeza e dificuldade de acreditar na própria felicidade. Algumas exceções acontecem em pessoas que querem ocultar o medo e “levantam o nariz”, como popularmente é referido para descrever a postura de arrogância. A escoliose cervical muitas vezes relaciona-se a uma tristeza do passado que “murcha” a pessoa, “caindo” a cabeça para um dos lados. As patologias da região cervical estão mais relacionadas à inflexibilidade e à tentativa de controlar tudo, ou de racionalizar tudo; no entanto, às vezes elas são conseqüentes a conflitos que relacionam-se a outras áreas, sobretudo da coluna dorsal.

A região dorsal ou torácica relaciona-se à postura diante da vida, especialmente diante do emocional. Problemas na região dorsal indicam dificuldade de posicionamento, sobretudo diante das emoções. As calcificações na dorsal estão relacionadas a tristezas profundas. Os casos de hipercifose ( acentuação da cifose) evidenciam um esconder-se do mundo, um encolher-se diante dos fatos que não sabemos como administrar. Já os casos de retificação (perda da curvatura anatômica) relacionam-se a um excesso de exigência sobre si mesmo.

A escoliose (curvatura lateral) da região dorsal em muitos casos relaciona-se ao “encurvar-se” diante de fatos que “não sei como”, ou “não posso mudar”, ou “sou forçado a aceitar”. É muito comum acontecer na adolescência, porque o jovem não sabe como se portar. Não é mais criança, nem adulto. Para algumas coisas, os pais e a sociedade o tratam como adulto; para outras, como criança, e isso gera uma confusão muito difícil de esclarecer. As pessoas “retas”, retificadas nesta região, sofrem muito com a necessidade de ostentar o que não são.

Já os hipercifóticos em geral são tristes e assumiram que a vida é triste mesmo, e nada se pode fazer para mudar. As patologias da região dorsal, em geral, relacionam-se à tristeza, por a pessoa não viver as emoções de forma equilibrada, especialmente nos casos de hipercifose. Os casos de retificação relacionam-se mais ao perfeccionismo. Ocorrem em geral nas pessoas que foram muito cobradas e que acabaram se cobrando muito, especialmente a perfeição.

A região lombar está relacionada ao “ter” na vida. Problemas na lombar relacionam-se em geral a perdas, ou medo de perdas, ou de não conquistar, tanto no aspecto material, quanto emocional. A hiperlordose lombar, muitas vezes relaciona-se aos aspectos acima referidos, e em alguns casos relaciona-se à repressão sexual. É uma tentativa de “esconder” o sexo, que acontece sobretudo nas mulheres. A famosa “bundinha arrebitada” em muitos casos esconde uma repressão sexual e uma necessidade de ser dominada, ou ainda uma supervalorização da estética diante das emoções.

A retificação lombar também pode ocorrer pelos motivos citados acima, e pelo perfeccionismo. Já a escoliose lombar pode relacionar-se à rejeição intra-uterina, por patologia congênita óssea, o que às vezes também acontece na sétima cervical. Algumas pessoas que sofreram rejeição, especialmente de sexo, apresentam estas patologias congênitas nesta região. As patologias da região lombar geralmente relacionam-se a medos, ou à situação de muita cobrança, interna e externa, relacionadas a questões com conotações emocionais.

A região sacral está relacionada à sexualidade. Problemas na região sacral relacionam-se a conflitos relacionados a sexualidade, sobretudo traumas e repressão. Nos casos de meninas que são esperadas meninos, é muito comum encontrarmos uma materialização sobre o sacro e dores na região. Estas mulheres, em geral, apresentam dificuldade nos relacionamentos íntimos, dificuldade de engravidar, cólicas menstruais, suscetibilidades a problemas no aparelho reprodutor (útero, ovários, seios etc.) frigidez e tendência homossexual conflitiva. (Condição sexual homossexual que só acontece porque a pessoa não se permite ter o que quer, no caso uma relação heterossexual).

Homens com esse tipo de conflito materializam menos sobre o sacro, mas também manifestam problemas com a sexualidade, tanto com os relacionamentos, como no que diz respeito à suscetibilidade a problemas no aparelho reprodutor, inclusive em muitos casos sendo estéreis e tendo tendência homossexual conflitiva.

É muito importante destacar que as dores do isquiático (ciático) também estão relacionadas aos problemas de coluna da região lombar e sacral. Correspondem aos medos de seguir em frente, inseguranças diversas e dificuldade de adaptação as situações de vida, especialmente aquelas que requerem mudança de comportamento ou que transformam nossa rotina.

Não são apenas os problemas de coluna, mas todas as articulações relacionam-se à nossa capacidade de nos “articular” na vida, ou seja, capacidade de relacionamento político. Problemas nas articulações relacionam-se à rigidez e à dificuldade de superar situações difíceis. Incluem-se nesse contexto todas as “ites” que afetam as articulações e que estão relacionadas a situações desagradáveis a que a pessoa se submete mesmo não gostando, por não saber como resolver.

Quando nos referimos a “articular-se” na vida, estamos enfocando nossa capacidade de relacionarmo-nos equilibradamente sem machucar o outro nem nos deixarmos machucar, respeitando os limites de cada um, inclusive os próprios. Viver é relacionar-se de forma equilibrada; do contrário, é muito difícil termos uma perspectiva feliz e saudável. Portanto, a forma como nos relacionamos é fundamental para o nosso equilíbrio. Essa maneira equilibrada de viver constrói-se a partir da espiritualidade e do amor, que sempre deve começar pelo amor por si mesmo. O equilíbrio sempre parte do respeito mútuo entre as pessoas, o que em nossas relações é fundamental. A capacidade de se “articular” é muito importante para o êxito ser alcançado, tanto no trabalho, quanto nas relações mais próximas, e consiste na flexibilidade e maleabilidade que precisamos ter para não desrespeitarmos os outros e nem a nós mesmos.

Para ser infeliz e desamado, ninguém nasce. Se, nascemos dentro de uma perspectiva negativa, é porque temos a esperança de reversão. A vida é incompatível com a tristeza e a falta de amor. Portanto, “articular-se” é relacionar-se dentro da interdependência saudável que rege o universo com respeito pelo outro e por si mesmo, sem toda a rigidez que se relaciona à maioria dos problemas articulares. Desculpem a repetição, mas no que se refere ao inconsciente, que assimila bem o que for repetido, esta repetição é produtiva: precisamos melhorar nossas relações, para que possamos mudar o mundo.

Nosso Maior Medo

“Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
Nosso maior medo é não saber que nós somos muito poderosos, além do que podemos imaginar.
É a nossa luz e não a nossa escuridão que é o que mais nos apavora.

Nós nos perguntamos:
“Quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso?”
Na realidade, quem é você para não ser?
Você é filho de Deus.

Parecer pequeno não ajuda o mundo.
Não há nenhuma bondade em você se diminuir, recuar, para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor.

Todos nós fomos feitos para brilhar assim como brilham as crianças .
Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós.
Não está apenas em um de nós, mas em todos nós.

E conforme permitirmos que nossa própria luz brilhe, inconscientemente, daremos permissão às outras pessoas para fazer o mesmo.

E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, liberta os outros.”

Mariane Williamson

Visão geral do caminho dos chakras